O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Candidata a Heroína da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
Nascida em Maceió, no dia 16 de maio de 1899,
Almerinda destacou-se como jornalista, poetisa, sindicalista e política.
Foi uma das primeiras mulheres negras a assumir protagonismo
político no país, presidindo o Sindicato dos Datilógrafos e Taquígrafos
do Distrito Federal e engajando-se na Federação Brasileira pelo
Progresso Feminino, liderada por Bertha Lutz.
Sua relevância histórica consolidou-se em 1933, quando, ao lado de Carlota Pereira de Queirós, foi uma das duas únicas mulheres presentes na Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição de 1934 — um marco da democracia e da participação feminina no Brasil.
Almerinda Farias Gama foi, ainda, dirigente do Partido Socialista Proletário do Brasil, candidata a deputada federal em 1934 e fundadora da “Ala Moça do Brasil”, associação político-social que visava a formação de eleitores e a renovação democrática. Sua militância foi marcada pela defesa do voto feminino, pela igualdade salarial entre homens e mulheres e pela participação das trabalhadoras no espaço público, décadas antes de tais pautas se consolidarem no cenário nacional.
O reconhecimento à sua trajetória não se restringe ao
passado. Em Maceió, sua terra natal, diversas homenagens
resgatam a memória e o legado de Almerinda. A capital alagoana
instituiu a Lei Almerinda Farias Gama, que assegura políticas de
igualdade racial e de gênero; a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas inaugurou placa e memorial em sua honra,
inserindo-a no espaço da advocacia alagoana como exemplo de
pioneirismo e resistência.
Em São Paulo, foi criado o Prêmio Almerinda Farias
Gama, destinado a valorizar iniciativas na área de comunicação
voltadas à defesa da população negra.
Sua vida e obra também foram tema de registros
culturais, como o documentário “Almerinda, Uma Mulher de
Trinta” (1991), de Joel Zito Araújo, que reafirma sua condição de
mulher à frente de seu tempo.
Almerinda faleceu em 31 de março de 1999, aos 99 anos
de idade, deixando um legado de luta e esperança.
Almerinda Farias Gama é candidata a Heroína da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 4.268/2025, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 05/05/2026 09:01, visualizado 166 vezes.