O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidato a Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Bento Gonçalves da Silva

Bento Gonçalves


(1788-1847)


Estancieiro, militar e político gaúcho


Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Bento Gonçalves da Silva (1788–1847), líder da Revolução Farroupilha, primeiro presidente da República RioGrandense e símbolo indômito da coragem, da lealdade e do ideal republicano.

Nascido em Triunfo, às margens do Guaíba, Bento Gonçalves cresceu no seio da campanha sulina e desde cedo revelou-se destinado a grandes feitos. Servindo na fronteira do Prata, distinguira-se pela bravura e pela disciplina militar nas campanhas cisplatinas e na Guerra da Cisplatina, onde comandou tropas, venceu batalhas e recebeu condecorações imperiais. Contudo, sua verdadeira glória não residiu nas insígnias recebidas, mas na bandeira que ergueu em defesa da justiça e da autonomia de seu povo: a causa dos estancieiros e trabalhadores do charque, castigados por tributos injustos e pela centralização sufocante do Império.

Foi em 20 de setembro de 1835 que Bento Gonçalves protagonizou o levante que se gravaria para sempre na memória cívica do Rio Grande e do Brasil: a tomada de Porto Alegre, marco inicial da Revolução Farroupilha. À frente dos farroupilhas, Bento Gonçalves não sonhava apenas com a independência da província, mas com um Brasil federativo, republicano e mais justo. Foi como comandante máximo dessa epopéia que, em 1836, proclamou a República Rio-Grandense, sendo eleito seu primeiro presidente.

Preso logo após a proclamação, conheceu o cárcere no Rio de Janeiro e na Bahia. De lá, tentou fugir e, num episódio que a memória imortalizou, preferiu abdicar da liberdade a abandonar um companheiro que ficara preso entre as grades. Sobreviveu até a uma tentativa de envenenamento, e como personagem de epopeia, regressou em triunfo: em 1837, retornou ao Rio Grande, reassumiu a presidência da República RioGrandense e consolidou-se para sempre como o símbolo da resistência farroupilha.

Durante dez anos de guerra, seu nome ecoou como bandeira. Sob seu comando, os farrapos escreveram páginas de bravura, tiveram a adesão de Giuseppe e Anita Garibaldi e chegaram a proclamar a República Juliana em Santa Catarina. O povo gaúcho via em Bento Gonçalves não apenas um militar, mas um estadista visionário, um homem capaz de sonhar com um futuro republicano décadas antes da Proclamação da República de 1889.

Durante dez anos de guerra, o seu nome se transformou em estandarte. Sob sua liderança, os farrapos escreveram páginas de bravura, tiveram a adesão de Giuseppe e Anita Garibaldi e chegaram a proclamar a República Juliana em Santa Catarina. O povo gaúcho via em Bento Gonçalves não apenas o chefe militar, mas o estadista visionário, capaz de antever um futuro republicano décadas antes da Proclamação da República de 1889.

O fim da guerra, em 1845, não trouxe derrota, mas uma paz honrosa: anistia plena aos combatentes, integração dos oficiais farroupilhas ao Exército Imperial e a redução dos tributos que esmagavam o charque riograndense. O próprio Dom Pedro II, ao recebê-lo em Porto Alegre, reconheceulhe o valor e saudou-o como brasileiro ilustre, testemunhando que a espada rebelde se integrava de novo à pátria sem jamais perder a honra.

Bento faleceu em 1847, apenas dois anos após a guerra, em Pedras Brancas (hoje Guaíba), deixando como herança o espírito indômito que moldou a identidade do Rio Grande do Sul. Desde então, sua memória permanece viva: a cidade de Bento Gonçalves foi batizada em sua homenagem; a data de 20 de setembro é feriado e celebração cívica em todo o estado; e seu nome é cantado como sinônimo de liberdade no hino riograndense: “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda a Terra”.

Bento Gonçalves da Silva é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 4.291/2025, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Pompeo de Mattos
  • Ementa: Inscreve o nome de Bento Gonçalves da Silva no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.


Registro atualizado em 03/05/2026 10:10, visualizado 169 vezes.