O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Herói da Pátria

Livro de Aço
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Dom Pedro I


(1798-1834)


Imperador


Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Dom Pedro I nasceu no Palácio de Queluz, Portugal, em 12 de outubro de 1798. Filho do futuro rei de Portugal Dom João VI e de Dona Carlota Joaquina, passou seus primeiros anos no Palácio de Queluz. Em 1801, com a morte de Antônio, seu irmão mais velho, recebeu o título de Príncipe da Beira.

Quando nasceu, Portugal era governado por sua avó Maria I, a primeira mulher a herdar o trono de Portugal, filha do rei Dom José I e de D. Mariana de Bourbon. A rainha era casada com seu tio Pedro, quarto filho de D. João V, dezoito anos mais velho que ela. O rei consorte, D. Pedro III, faleceu em 25 de maio de 1786.

Sob a ameaça da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte, que estavam em marcha contra Lisboa, D. João foi convencido de fugir para o Brasil. No dia 29 de novembro de 1807, toda a família real embarcou rumo à colônia. No dia 22 de janeiro de 1808, a esquadra atracou em Salvador, onde permaneceu até o dia 7 de março, quando seguiu para o Rio de Janeiro.

Com 9 anos de idade, desembarcou no Rio de Janeiro. A família Real ficou instalada na antiga casa dos governadores, transformada em Paço da cidade, e posteriormente mudaram-se para o Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista. O jovem Pedro recebeu fina educação. Sabia latim suficiente para ler certos clássicos da antiguidade, estudava pintura, francês, inglês e música, chegando a compor e tocar pequenas peças.

Em março de 1816, com a morte de D. Maria I de Portugal, o príncipe regente foi aclamado rei de Portugal, como Dom João VI, e seu filho recebeu o título de "Príncipe Real" e herdeiro direto do trono. Em 1817, casou-se com a Arquiduquesa Caroline Josefa Leopoldina, filha do imperador Francisco I, da Áustria, e da imperatriz Maria Tereza. O casal teve sete filhos, mas apenas cinco sobreviveram.

Em 1820, Portugal passava por grave crise política e social. A Revolução Liberal do Porto se espalhou por todo país. A ordem era recolocar Portugal como o centro administrativo do reino. Era exigido o retorno imediato de Dom João VI para Portugal e a Constituição era a palavra de ordem. No dia 26 de abril de 1821, o rei Dom João VI jurou lealdade à Constituição portuguesa e, junto com sua corte, voltou para Portugal, deixando o príncipe como Príncipe Regente do Brasil.

Com o passar dos meses, a relação do Brasil com Portugal foi se desgastando. Em setembro, vários grupos haviam se formado: A Maçonaria queria a Constituição, José Bonifácio e seus seguidores julgavam mais urgente aclamar o imperador, e quanto ao príncipe, ele queria a consolidação da liberdade brasileira. A proposta de José Bonifácio acabou sendo aceita e, no dia 7 de setembro de 1822, quando viajava de Santos para a capital paulista a fim de pacificar a província, recebeu uma correspondência de Portugal comunicando que fora rebaixado da condição de regente a mero delegado das cortes de Lisboa.

Descontente, ali mesmo, junto ao riacho do Ipiranga, resolveu romper definitivamente com a autoridade paterna e declarou: "Independência ou morte! Estamos separados de Portugal!". De volta ao Rio de Janeiro, no dia 12 de outubro de 1822, foi aclamado Imperador do Brasil, como Dom Pedro I.

Recebeu a Coroa Imperial e o título de Defensor Perpétuo do Brasil em 1 de dezembro de 1822. Entre abril e novembro de 1823, reuniu-se com os Deputados eleitos para dar ao país sua primeira Carta Magna. Depois de várias desavenças, no dia 12 de novembro, dissolveu a Constituinte e mandou prender e exilar vários de seus membros.

No dia 25 de março de 1824, foi promulgada a Constituição, garantindo direitos individuais e conferindo grandes poderes ao imperador. No primeiro reinado foram instalados a Câmara e o Senado, lançando as bases políticas e administrativas do novo Estado independente. Apesar das dificuldades encontradas nas diversas províncias do Império, a unidade territorial foi conseguida, com exceção da perda da província Cisplatina (atual Uruguai) em 1828.

Após a morte de D. Leopoldina, em 11 de dezembro de 1826, casou-se com a duquesa Amélia Eugênia Napoleão de Leuchtenberg, em 28 de agosto de 1828. Em 1831, abdicou do trono no Brasil em favor de seu filho Pedro de Alcântara, então com cinco anos de idade, o futuro imperador Dom Pedro II.

Voltando a Portugal, com o título de Duque de Bragança, assumiu a liderança na luta para restituir à filha Maria da Glória o trono português, que havia sido usurpado por seu irmão, Dom Miguel. Vencendo o embate, restaurou o absolutismo e instalou no trono português sua filha Maria da Glória, como Dona Maria II.

Faleceu de tuberculose, no palácio de Queluz, em 27 de setembro de 1834. Depois da morte, seu coração foi retirado e colocado em uma urna que foi depositada na Igreja de Nossa Senhora da Lapa, no Porto. Foi sepultado na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Em 30/08/1999, Dom Pedro I foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 9.828 (Projeto de Lei 4.419/1998 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: presidente Fernando Henrique Cardoso
  • Ementa: Inscreve o nome de Dom Pedro I no Livro dos Heróis da Pátria


Registro atualizado em 19/11/2025 02:10, visualizado 303 vezes.