O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidato a Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Domingos Antônio Raiol

Barão de Guajará


(1830-1912)


Político


Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Domingos Antônio Raiol, o “Barão de Guajará”, nascido em 4 de março de
1830 no município de Vigia de Nazaré, no Estado do Pará, é um desses
personagens marcantes cuja vida e feitos merecem constar, com todas as honras
e para o bem da história, no “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”, a iniciativa do governo brasileiro para homenagear e registrar os nomes de figuras célebres
que se destacaram em diversas áreas, como ciência, cultura, esporte, educação,
saúde, meio ambiente e tecnologia – um compêndio destinado a reconhecer as conquistas e contribuições dessas pessoas para o País, inspirando futuras
gerações.
Trata-se de uma homenagem justa, devida, um resgate necessário à sua
memória pelo indubitável legado que construiu ao longo dos 82 anos de
existência e que deveria ser mais conhecido e difundido nas escolas, nos meios
acadêmicos e outros segmentos da cultura, educação e política, entre outros –
enfim, no seio da sociedade nacional como um autêntico vulto, enaltecido ao
longo dos tempos por classes de intelectuais, pesquisadores e instituições de
geração de conhecimento.
Atente-se que um dos numerosos registros ao alcance de interessados
(ver mais no final desta proposição) aponta que:
“Domingos Antônio Raiol tornou-se “o primeiro e único Barão de
Guajará, com formação na Faculdade de Direito do Recife, em
1854, tendo sido procurador da Fazenda Nacional no Pará, além
de deputado provincial várias vezes e deputado geral na 12ª
legislatura, em 1864, pelo Pará, e que em 1900 fundou
a Academia Paraense de Letras”.¹
Diz-se que:
“fundou também o Instituto Histórico e Geográfico do Pará
(IHGP), cuja sede atual, em Belém, ‘ocupa a antiga residência
de Domingos Antônio Raiol (localizada no Bairro da Cidade
Velha, bem ao lado da Assembleia Legislativa do Estado do
Pará’”.¹
De acordo o levantamento, ele foi presidente das províncias de Alagoas,
nomeado por carta imperial de 23 de junho de 1882, de 3 de setembro a 11 de
dezembro de 1882, do Ceará, de 12 de dezembro de 1882 a 17 de maio de 1883,
e de São Paulo, nomeado por carta imperial de 30 de junho de 1883, de 18 de
agosto de 1883 a 29 de março de 1884. A outorga do título de “Barão” ocorreu em
3 de março de 1883.
Os dados indicam que, de fato, Domingos Antônio Raiol, foi jurista,
político e historiador; intelectual, e que deixou várias obras, destacando-se “Motins Políticos ou História dos Principais Acontecimentos Políticos da
Província do Pará desde o Ano de 1821 até 1835”.
E mais:
“A obra original, em cinco volumes, foi reeditada
pela Universidade Federal do Pará (UFPA) em meados anos de
1970. No prefácio, o historiador Arthur Cezar Ferreira Reis diz
que essa é a obra mais importante da historiografia paraense
sobre aquele período agitado da província do Grão-Pará, por
reunir um portentoso volume de documentos, republicados na
íntegra. Raiol dedicou grande atenção à Cabanagem, reportando
com profundo realismo, inclusive, o ataque dos cabanos à Vila
de Vigia, em julho de 1835, onde mataram todos os vereadores
locais — a maioria portugueses, entre eles Pedro Raiol, pai do
historiador. Logo no início do Volume 1 da obra reeditada pela
UFPA, Domingos Antônio Raiol revela seu espírito de idealista.
Disse o Barão:
‘As grandes ideias, uma vez nascidas, apoderam-se dos
espíritos, e nada há que possa impedir o alcance de suas
conquistas. Os mesmos acontecimentos, que parecem contrariálas, servem ordinariamente para mais enraizá-las e fazer realçar
os seus triunfos. (...)’
‘No mesmo excerto, o Barão revela-se, ao mesmo tempo, um
humanista com convicções sobre o rigor das leis e também das
exceções:
‘(...) Os cárceres, as prisões, as torturas, todos esses meios
preventivos, que lhe costumam opor, são novos recursos para
atrair prosélitos e fortalecer crenças; são males, é certo, porém
males que enobrecem as vítimas e vigoram as almas nos
sofrimentos, mal, enfim, que recordando os erros passados,
corrigem o presente, esclarecem e formam o futuro’”¹
Domingos Antônio Raiol, filho do sapateiro e depois vereador Pedro
Antônio Raiol, faleceu em 27 de outubro de 1912. Sua biografia relata que ele
teve os estudos primário e secundário desenvolvidos em Belém, onde foi aluno do
antigo “Lyceu Paraense”, estabelecimento de ensino que daria origem ao famoso
Colégio Estadual Paes de Carvalho, no centro da capital do Pará, onde diversas
personalidades paraenses tiveram bases educacionais para contribuir em
diversas áreas profissionais Brasil afora, inclusive tornando-se governadores do
próprio Estado.
Narrativa feita com acuidade em solenidade formal pelo eminente
jornalista e escritor paraense Walbert Monteiro, reproduzido no conceituado portal
Uruá-Tapera da ilustre jornalista Franssinete Florenzano, também do Estado, diz:
“Em 1849, com 19 anos, [Domingos Antônio Raiol] viajou para
Olinda para prosseguir seus estudos superiores. Em 1854
recebeu a graduação como Bacharel em Direito e decidiu viajar
para a então Capital do Império brasileiro, o Rio de Janeiro,
trabalhando com o Conselheiro e Visconde Bernardo de Sousa
Franco por dois anos.
“Seu retorno às plagas paraoaras ocorreu em 1856. Aqui
chegando assumiu os cargos de promotor público da Comarca
da Capital e procurador fiscal da Fazenda Nacional. Despertada
sua vocação política, filiou-se ao Partido Liberal, sendo eleito por
várias legislaturas deputado da Assembleia Provincial. Em 1864
foi sufragado como deputado geral, representando o Pará na 12ª
legislatura, no que hoje corresponderia à Câmara dos
Deputados. Reeleito em 1889, o Parlamento Nacional foi
dissolvido com a Proclamação da República.
“No campo político, Domingos Raiol ainda se destacou por ter
exercido, nesse período, a presidência das províncias de
Alagoas entre 3 de setembro a 11 de dezembro de 1882
(nomeado pela Carta Imperial de 23 de junho de 1882); do
Ceará, entre 12 de dezembro de 1882 a 17 de maio de 1883 e,
ainda, a de São Paulo, entre 30 de junho de 1883 e 18 de agosto
de 1883, nomeado pela Carta Imperial de 30 de junho de 1883.
“No dia 3 de março de 1883 recebeu o título nobiliárquico de
Barão de Guajará. Alguns autores afirmam que essa outorga
ocorreu quando estava na Província de Alagoas, enquanto
outros elegem que a concessão ocorrera na Província de São
Paulo [...]
“Contraiu matrimônio com dona Maria Vitória Pereira Chermont,
sobrinha do Visconde de Arari, nascida em 6 de janeiro de 1834.
De sua união matrimonial nasceram os filhos Pedro Pereira de
Chermont Raiol, José Pereira de Chermont Raiol e Amélia
Pereira de Chermont Raio, falecida precocemente.
“O tio de Maria Vitória, Antônio Lacerda de Chermont, foi militar
e fazendeiro marajoara. Conquistou a patente de Comandante
Superior da Guarda Nacional e a presidência da Província do
Pará, sendo também o primeiro Barão e Visconde de Arari.

“Dele provêm a herança do solar em que o casal passou a residir
e que atualmente abriga nosso congênere Instituto Histórico e
Geográfico do Pará.
“Se a ancestralidade de dona Maria Vitória Chermont era ligada
à nobreza, o título de baronesa foi conquistado graças ao filho
do sapateiro que, por méritos próprios, recebeu do Imperador D.
Pedro II o título de Barão de Guajará.
“A seu respeito, na introdução da série ‘Motins Políticos’, a obra
que o consagrou, inicialmente publicada em 5 volumes e, depois,
condensados em 3, comenta o não menos notável amazônida
Arthur Cezar Ferreira Reis:
Sua trajetória, como servidor da pátria, revestiu-se de características
invulgares. Não era apenas o excelente brasileiro que, aqui e ali,
chamado a postos de responsabilidade na vida pública de seu país,
revelava espírito cívico, consciência de suas obrigações, sendo prático
na solução dos problemas que deveria enfrentar como governante, e
admirável sensibilidade para com os problemas do espírito. Por isso
mesmo, presidente de províncias, escritor, polemista, historiador,
parlamentar, conquistou continuados aplausos, de par com as
reservas, naturais em que passa pela vida a serviço da pátria.
Na defesa de sua posição e de sua inteligência de acontecimentos, já
integrados no passado, soube se afirmar com uma segurança
inabalável, defendendo sua maneira de julgar e registrar os sucessos
sem os desfigurar e sem se deixar levar pelas primeiras impressões.
“[...] cumpre-me a ousadia de esboçar uma tímida referência à
sua produção literária, sem a pretensão de qualquer análise
crítica e continuando a valer-me das autênticas expressões
literárias que, em passado recente ou remoto, trouxeram luzes
sobre o Barão de Guajará enquanto literato.
“É pertinente começar com a observação oportuníssima da [...]
profª. Maria Anunciada Chaves, que presidiu o Conselho
Estadual de Cultura, em palestra proferida na Capital Federal, no
dia 8 de abril de 1981, por ocasião da abertura da I Semana
Cultural e Artística do Pará, subordinada ao tema “Traços da
Cultura Paraense”:
Muitas injustiças têm sido proferidas contra a literatura paraense. A
maior delas foi cometida por José Veríssimo, apesar de sua grandeza
e da circunstância de ser filho do Pará. Não só silencia sobre a nossa
produção literária em sua notável obra ‘História da Literatura Brasileira’, como na “Revista Amazônica”, afirma a propósito de
estudos e resenhas literárias, que ‘o Pará é impossível figurar’,
porquanto a ele ‘a civilização brasileira nada, absolutamente, deve’.
Não atentou o erudito e abalizado escritor para o fato de que, pelo
menos ele próprio, era uma contribuição do Pará à cultura brasileira.
Muito mais justo foi o amazonense Paulino de Brito, que passou a
maior parte de sua vida em Belém, ao declarar: ‘Não somos,
literariamente, ricos, mas, da nossa mediania, ou mesmo pobreza,
para essa indigência vergonhosa que nos atribuem, a diferença é
grande’.
Já possuímos alguns nomes nas letras, que podemos, com orgulho
apresentar à consideração do país e do estrangeiro; e algumas
produções literárias que os mais conspícuos poetas da língua, quer
antigos, quer modernos, poderiam assinar sem deslutre, antes, com
glória, para sua reputação.
“E, mais adiante, em referência específica ao nosso fundador, a
excepcional mestra da História comenta:
Domingos Antônio Raiol, Barão de Guajará, natural de Vigia, notável
historiador, deixou uma obra imperecível – ‘Os Motins Políticos’, em
cinco volumes, que abrangem os principais movimentos políticos do
Pará entre 1821 e 1835. Esgotado havia muito tempo, esse trabalho
extraordinário foi reeditado em boa hora pela Universidade Federal
do Pará. Várias obras esparsas de Raiol, entre as quais ‘A Abertura
do Amazonas’, ‘Juízo Crítico sobre as Obras de Felipe Patroni’,
foram reunidas pelo Conselho Estadual de Cultura, preservando-as,
assim, para a posteridade.
“O não menos ilustre e sempre lembrado historiador, jornalista e
sociólogo Vicente Sales, expressão maior da nossa cultura,
respondendo a um questionário do também jornalista Lúcio
Flávio Pinto, anexado ao seu livro “Memorial da Cabanagem”,
comenta sobre Domingos Antônio Raiol, ao ser indagado sobre o
que assinalaria como marcante na passagem do Império para a
República:
Do período, não tivemos exatamente um pensador político; mas pelo
menos o Barão de Guajará, economista e historiador, deu-nos
algumas análises expressivas do que ocorria no extremo norte.
Alguns trabalhos desse monarquista liberal são referenciais
importantes para a compreensão dos problemas locais. Num deles, ‘A
Imigração na Província de São Paulo’, publicado esparsamente em
‘O Liberal da Vigia’ a partir de 12 de março de 1889, o Barão tenta compreender as dificuldades locais do desenvolvimento, comparando
a política migratória que se tentava implantar, com a que se
implantara em S. Paulo. Naquela altura, S. Paulo já acolhera
centenas de milhares de imigrantes europeus e o Barão nota que isso
não fora fruto do entusiasmo passageiro; era, pelo contrário, ‘o
resultado calmo e refletido dos longos anos de experiência, fruto
abençoado de estudos, de esforços e de inspirações patrióticas como
as sabem ter os paulistas’. Analisa as condições objetivas do Pará,
onde faltava tudo, a lavoura estava decadente e a província mal
produzia para o consumo próprio.
“O próprio Lúcio Flávio Pinto, sem nenhum favor um dos maiores
nomes do jornalismo contemporâneo, faz a sua análise do Barão
de Guajará no ‘Dossiê 9/Jornal Pessoal’, sobre os 180 anos da
Cabanagem, com o título ‘A Guerra de um Povo’:
Na primeira coluna tratei de um dos mais importantes livros escritos
por um paraense. Livro que honra não só a cultura do Pará, mas do
Brasil. E não ficaria em má posição junto a clássicos da
historiografia mundial. É um clássico, que merece o grande título que
tem: ‘Motins Políticos – ou História dos Principais Acontecimentos
Políticos do Pará desde o ano de 1821 até 1835’, de Domingos
Antônio Raiol, o Barão de Guajará, por obra e graça de D. Pedro II.
Originalmente, a obra saiu em cinco volumes, ao longo de quase um
quarto de século, entre 1856 e 1890, com nada menos do que 2.243
páginas. É a maior e mais fecunda fonte de informações sobre a
Cabanagem até hoje. Começou a ser publicada quando o final do
movimento, com a anistia geral dos cabanos que ainda sobreviviam,
não alcançara 20 anos.
Raiol tinha motivos para execrar os cabanos, que em 1835
executaram seu pai, vereador na Vigia, quando o filho estava com
apenas cinco anos de idade. Ele se lançou sobre o tema logo que
pode, mas seu acerto de contas não foi pessoal, com os assassinos do
pai: foi um acerto com a história. Quase todas as informações
primárias que circulam pelas análises secundárias feitas desde então
se baseiam nos milhares de documentos que ele consultou para
compor essa polifonia historiográfica.
“Arthur Cezar Ferreira Reis, que já mencionamos, mesmo
achando que Raiol não fora inteiramente feliz em usar a
expressão ‘Motins Políticos (...)’ para designar o movimento
cabano, considera que:
Raiol teve bem a noção do que fazia e das reservas que lhe poderiam
ser feitas. Seu esforço como pesquisador foi realmente assombroso.
Lidou com o material que pôde ter sob suas vistas. Perdeu muito do
que reunia para fixar fatos, nomes, datas e chegar a conclusões.
Quem compulsar os textos da obra e for ainda aos documentos que
ilustram, há de convencer-se do estupendo trabalhador intelectual,
pesquisador admirável que ele se revelou, com a paixão da verdade,
da minúcia, da conclusão que pudesse ser estimada na Amazônia
entre 1821 e 1840. Ninguém, nesse particular, se lhe avantajou. Não
conheço mesmo historiador brasileiro da época que possar compararse-lhe na grandiosidade, no volume, na extensão e na
pormenorização de um período com a temporalidade do que ele
estudou.
“A posição política de Raiol, como deputado liberal, levou muitos
dos seus críticos, à época do lançamento do primeiro volume
dos “Motins...” a considerarem estar a obra impregnada do credo
que professava, entre eles Ferreira Pena.
“Diz Ernesto Cruz que ‘outros juízos críticos surgiram na Côrte e nas
Províncias. Sinal de que o trabalho de Raiol havia obtido a
repercussão necessária a uma obra de tamanha responsabilidade’ [sic].
“Mais recentemente há o registro de autores que, embora
reconhecendo a excelência indiscutível do trabalho de Domingos
Antônio Raiol, dele divergem ou fazem reparos.
“Pasquale Di Paolo, por exemplo, em sua obra ‘Cabanagem, a
Revolução Popular na Amazônia’, mesmo considerando os
‘Motins...’ como uma obra monumental e indispensável ‘pela
riqueza de dados e documentos coletados e acrescidos de comentários
pregnos de sensibilidade pela terra que o viu nascer’, considera que
há ‘excessivo descritivismo e parcial desorganização cronológica da
matéria, sobretudo em momentos históricos significativos’ que
dificultam a compreensão do fio condutor do movimento cabano
e se transforma em atitude anticabana.
“Também o professor amazonense Luís Balkar Sá Peixoto
Pinheiro, na defesa de sua tese de doutorado, busca descontruir,
com uma visão marxista, os diversos discursos sobre a
Cabanagem e, a respeito do Barão de Guajará, entre outras
análises que o relativizam, é enfático ao afirmar:
Por fim, quando Raiol adjetiva o movimento de ‘motim’ e não, por
exemplo, de revolta popular ou revolução, fica patente que ele quer atribuir uma valoração específica, claramente minimizada em
importância política e social.
“[...] desejo valer-me do mesmo elogio pronunciado pelo grande
historiador Ernesto Cruz, [...] para referir-me a outras produções
literárias de Domingos Antônio Raiol:
Era admirável a capacidade de produção de Domingos Raiol.
Enquanto selecionava o documentário que iria servir de base aos
motins, conseguia tempo para coordenar impressões e fixá-las num
livro bem aceito pela crítica do seu tempo, apesar das paixões
partidárias que dividem os cronistas literários daquela primeira
metade do século XIX. ‘Brasil Político’ foi o título do ensaio gizado
em torno dos partidos políticos do Império, impresso em Belém, nas
oficinas do ‘Diário do Commercio’ sediada na Rua da Paixão, depois
chamada Rua Formosa, que é a atual Treze de Maio, nesta cidade.
Veio, a seguir, em 1867, a coleção dos discursos pronunciados no
parlamento brasileiro, e onde teve papel de relevo o deputado Tito
Franco de Almeida. Esse volume a que Raiol deu o título de
‘Abertura do Amazonas’, foi impresso em Belém, na tipografia do
‘Jornal do Amazonas’, montada à Travessa das Mercês, hoje
Frutuoso Guimarães.
Depois da publicação do ‘Motins’, deu-nos Raiol o ‘juizo crítico sobre
as obras literárias de Felipe Patroni’. É um trabalho de crítica,
conciso e bem fundamentado.Como patriota e estimulador dos
homens de sua geração, correto no incentivo cívico aos homens de
todas as épocas, para que a pátria se eleve e consagre através da
veneração dos seus vultos e fatos históricos, o Barão fundou, com a
ajuda de outros patriotas, neste solar, onde tem o Instituto Histórico
sua sede definitiva e própria, a sociedade 15 de Agosto, que
participava ativamente dos festejos comemorativos da adesão do Pará
à Independência do Brasil.
“Ricardo Borges, na precitada obra ‘Vultos Notáveis do Pará’,
indica também o livro ‘História Colonial do Pará’ como integrante
do acervo literário do Barão. Mas, Ernesto Cruz a ela se refere
como ‘incompleta’, apesar de comentá-la como ‘uma descrição
fiel, meticulosa, insofismável do que fôra o núcleo que os portugueses
fundaram e iam desenvolvendo na medida das suas possibilidades’”.²
Diz a história que Domingos Antônio Raiol fundou a Academia Paraense
de Letras na data de 3 de maio de 1900 com os notáveis Artur Viana, Acrísio
Mota, Enéas Martins, Frederico Rhossard, Guilherme Miranda, Juvenal Tavares, João de Deus do Rêgo, Teodoro Rodrigues, Vilhena Alves e os irmãos João e
Antônio Marques de Carvalho.
Foram encontrados ainda nos anais da Biblioteca e Arquivo Público do
Pará, Tomo I, edição de 1902, que Domingos Raiol foi um dos que mais contribuiu com livros e recursos financeiros para a fundação do órgão.

Domingos Antônio Raiol é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 1.830/2026, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputado Raimundo Santos
  • Ementa: Inscreve o nome de Domingos Antônio Raiol, o Barão de Guajará, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 02/05/2026 15:42, visualizado 41 vezes.