O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidata a Heroína da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Henriqueta Lisboa


(1901-1985)


Poetisa brasileira


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Henriqueta Lisboa (1901–1985), nascida em Lambari, Minas Gerais, figura entre os maiores nomes da poesia brasileira do século XX. Poeta, ensaísta, tradutora, crítica literária e professora, construiu uma obra de elevada densidade estética e intelectual, marcada pela permanente reflexão sobre a condição humana, a espiritualidade, a memória, a natureza, a infância e a própria linguagem. Sua produção literária ocupa posição singular na história da literatura brasileira, sendo reconhecida pela crítica como uma das expressões mais refinadas da lírica nacional.

Sua trajetória revela uma dedicação de toda uma vida ao desenvolvimento da cultura brasileira. Publicou cerca de vinte livros de poesia, além de obras de ensaio, crítica e tradução. Entre seus títulos mais representativos destacam-se Enternecimento (1930), obra laureada com o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras; Prisioneira da Noite (1941); O Menino Poeta (1943), clássico da literatura infantil brasileira; A Face Lívida (1945); Flor da Morte (1949), considerada uma de suas obras-primas; Convívio Poético (1955), importante reunião de ensaios críticos; Casa de Pedra (1980); e Pousada do Ser (1982), sua última coletânea de poemas publicada em vida.

Seu reconhecimento ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais. Ao longo de sua carreira recebeu algumas das mais relevantes distinções da cultura brasileira, entre elas o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras, a Medalha da Inconfidência, o Prêmio Brasília de Literatura e, em 1984, o Prêmio Machado de Assis, a mais alta honraria concedida pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra, distinção reservada a escritores cuja produção representa patrimônio permanente da literatura nacional.

Henriqueta Lisboa também desempenhou papel pioneiro na afirmação das mulheres nos espaços de produção intelectual. Em 1963, tornou-se a primeira mulher eleita para a Academia Mineira de Letras, rompendo barreiras históricas em uma instituição até então exclusivamente masculina. Sua atuação abriu caminho para gerações de escritoras e pesquisadoras, contribuindo para ampliar a presença feminina na vida cultural brasileira.

Além da criação literária, exerceu intensa atividade como educadora e pesquisadora. Lecionou literatura brasileira e literatura hispano-americana no ensino superior, dedicou-se ao estudo crítico de autores nacionais, promoveu o intercâmbio com importantes intelectuais latino-americanos e realizou traduções que enriqueceram o diálogo entre a literatura brasileira e outras tradições culturais. Sua produção intelectual evidencia uma compreensão da literatura como instrumento de formação humana e de construção da consciência nacional.

Sua influência alcançou alguns dos maiores escritores de seu tempo. Manteve interlocução com Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Gabriela Mistral, consolidando-se como referência indispensável do modernismo brasileiro, embora sua obra preserve voz própria, resistente a classificações simplificadoras e caracterizada pelo rigor formal, pela profundidade filosófica e pela busca incessante da palavra poética.

Mesmo após seu falecimento, sua obra permanece objeto de estudos acadêmicos, reedições, seminários e pesquisas em universidades brasileiras. Seu acervo foi incorporado à Universidade Federal de Minas Gerais, onde constitui importante patrimônio documental da literatura brasileira, e seu legado continua a inspirar pesquisadores, professores, escritores e leitores.

Henriqueta Lisboa pertence a esse seleto grupo. Sua obra constitui patrimônio permanente da cultura brasileira; sua atuação como educadora, crítica, tradutora e intelectual fortaleceu a literatura nacional; e seu pioneirismo abriu novos espaços para as mulheres na vida intelectual do País.

Henriqueta Lisboa é candidata a Heroína da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 4.747/2026, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputada Duda Salabert
  • Ementa: Inscreve o nome de Henriqueta Lisboa no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 21/07/2026 23:41, visualizado 28 vezes.