O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Ildefonso Pereira Correia

Barão de Serro Azul


(1849-1894)


Empresário e político


Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, nasceu em Paranaguá em 6 de agosto de 1845. Filho do tenente-coronel Manuel Francisco Correia Júnior e de Francisca Antônia Pereira Correia, cresceu em um ambiente marcado por lutas políticas entre conservadores e liberais, escravocratas e abolicionistas. Seu pai foi destituído de cargos públicos quando ele tinha doze anos, e ele fez o curso de Humanidades no Rio de Janeiro, concluindo com distinção.

Casou-se em 24 de dezembro de 1872 com sua prima-irmã Maria José Pereira Correia, com quem teve três filhos. Ao voltar do Rio de Janeiro, entrou no comércio ervateiro e se tornou o maior exportador de erva-mate do Paraná e do mundo. Visitou Montevidéu e Buenos Aires, e aos 27 anos instalou seu primeiro engenho de erva-mate em Antonina. Quatro anos depois, viajou aos EUA para exibir seus produtos.

Em Curitiba, acumulou riqueza e poder, adquirindo e modernizando o engenho Iguaçu, construindo o Engenho Tibagi, comprando serrarias e lançando-se à exportação de madeira. Fundou a Associação Comercial do Paraná e foi seu primeiro presidente. Também foi diretor da Sociedade Protetora de Ensino e comprou o jornal Diário do Comércio.

Na política, causou simpatia ao imperador Dom Pedro II e foi condecorado com a comenda da Imperial Ordem da Rosa. Foi deputado provincial e presidente da câmara municipal de Curitiba, onde promoveu a emancipação dos escravos do município. Recebeu o título de barão do Serro Azul em 8 de agosto de 1888.

Com a proclamação da República, participou da comissão organizadora do partido Republicano. Durante a Revolução Federalista, foi preso e executado sumariamente, junto com outros cinco homens, em 20 de maio de 1894, no km 65 da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, perto do pico do Diabo da serra do Mar.

Sua vida começou a ser resgatada nas décadas de 1940 e 1950, e em 2008 seu nome foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília. Em 2020, foi instituída a Semana do Barão do Serro Azul, uma data comemorativa que ocorre na semana da data de nascimento de Ildefonso Pereira Correia.

Em 15/12/0008, Ildefonso Pereira Correia foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 11.863 (Projeto de Lei 5.298/2005 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Senador Osmar Dias
  • Ementa: Inscreve o nome de Ildefonso Pereira Correia, o Barão de Serro Azul, no Livro dos Heróis da Pátria


Registro atualizado em 19/11/2025 02:29, visualizado 618 vezes.