O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
João Pedro Teixeira nasceu em 4 de março de 1918, no então distrito de Pilõezinhos, subordinado ao município de Guarabira, na Paraíba. Filho de Maria Francisca da Conceição e João Teixeira, um pequeno produtor rural, teve desde muito cedo contato direto com a rotina do campo. Em sua vida adulta, optou por atuar como operário e defensor do trabalho rural.
Foi casado com Elizabeth Teixeira, com quem teve 11 filhos. Era o líder-fundador da primeira liga camponesa na Paraíba, fundada no Município de Sapé, que tinha a denominação oficial de "Associação dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas de Sapé" e chegou a contar com mais de sete mil sócios. Enfrentava um confronto acerca dos processos legais do sítio Antas do Sono, cuja cessão provisória havia sido oferecida por seu sogro, e logo depois vendido a Antônio José Tavares.
Foi assassinado a tiros de fuzil por dois policiais em 2 de abril de 1962, na estrada entre Café do Vento e Sapé, enquanto voltava para casa, regressando de João Pessoa, onde levava cadernos e livros para seus filhos. O crime foi encomendado por um grupo de latifundiários liderados por Agnaldo Veloso Borges. O motivo da reunião teria se dado pois estava impedido de fazer qualquer plantação no terreno, uma vez que Antônio José, vereador e comerciante da pequena cidade na época, ordenava a saída da família Teixeira da terra.
A morte de João Pedro Teixeira foi contratada por latifundiários da região, em uma ação que contou com a conivência e/ou omissão do Estado Brasileiro, em um atentado de direitos humanos contra os trabalhadores rurais e as Ligas Camponesas. A notícia de sua morte foi dada à sua esposa, Elizabeth Teixeira, que assumiu a luta do marido à frente da Liga Camponesa de Sapé, protestando contra seu falecimento e dando continuidade ao propósito dele.
A imprensa repercutiu bastante o caso que indignou a população e as lideranças locais. No dia do sepultamento, cerca de 5 mil camponeses tomaram as ruas de Sapé em protesto. Um mês depois, um ato organizado pelos trabalhadores em prol do dia 1º de maio reuniu cerca de 40 mil pessoas na capital.
Em 08/01/2018, João Pedro Teixeira foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.598 (Projeto de Lei 3.700/2012 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 19/11/2025 02:23, visualizado 432 vezes.