O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Juscelino Kubitschek de Oliveira

Juscelino Kubitschek


(1902-1976)


Médico, oficial da Polícia Militar mineira e político brasileiro


Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu na cidade de Diamantina, Minas Gerais, no dia 12 de setembro de 1902. Filho do caixeiro-viajante João César de Oliveira e da professora Júlia Kubitschek, ficou órfão de pai aos três anos de idade. Estudou no Seminário de Diamantina, onde concluiu o curso de humanidades. Em 1919, prestou concurso público para telegrafista e no ano seguinte foi morar em Belo Horizonte.

Em 1922, ingressou no curso de Medicina da Universidade Federal de Belo Horizonte. Em 1927, concluiu o curso. Estudou cirurgia em Paris com o professor Maurice Chevassu e estagiou no hospital Charité de Berlim em 1930. De volta a Minas Gerais, casou-se com Sara Lemos em 1931. Foi nomeado capitão-médico da polícia mineira, chefiando o hospital de sangue de Passa Quatro, onde se destacou como cirurgião durante a revolução 1932.

Em 1934, ingressou na política como chefe de gabinete de Benedito Valadares, na ocasião, interventor federal em Minas Gerais. No mesmo ano, elegeu-se deputado federal, mas perdeu o mandato em 1937, com o advento do Estado Novo, quando a Câmara foi fechada. Voltou a exercer a Medicina. Entre 1940 e 1945, foi prefeito de Belo Horizonte e fez uma administração que projetou o nome do ainda desconhecido arquiteto Oscar Niemeyer com as obras do bairro da Pampulha.

Depois de filiar-se ao PSD, conquistou novo mandato de deputado federal em 1946. Em 1950, foi eleito governador de Minas Gerais. Nessa época, com base no projeto de desenvolvimento da energia e do transporte, criou as Centrais Elétricas de Minas Gerais (CEMIG) e construiu cinco usinas para a produção de energia elétrica, elevando em trinta vezes o potencial instalado do Estado.

Logo após o suicídio de Getúlio Vargas, foi eleito presidente da República, em 1955, com o apoio do PSD e do PTB, mesmo com a oposição na União Democrática Nacional (UDN) e de alguns setores militares. Sua posse só foi garantida após a intervenção do então Ministro da Guerra, General Teixeira Lott, em novembro daquele ano, após uma tentativa de golpe militar.

Com o propósito de realizar um vasto programa de desenvolvimento econômico, estabeleceu um Plano de Metas com 31 objetivos dos quais eram prioritários: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação. Construiu duas usinas hidrelétricas: “Três Marias” e “Furnas”. Abriu grandes rodovias e pavimentou as já existentes, como a ligação entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte e a construção das estradas Belo Horizonte-Brasília, Belém-Brasília e Brasília-Acre.

A construção de Brasília era o objetivo central do Plano de Metas do governo. Já na constituição de 1891, estava estabelecido o local, no planalto central do país, onde deveria ser construída a nova capital do Brasil. O nome Brasília havia sido sugerido por José Bonifácio. Os planos urbanísticos e arquitetônicos foram concebidos pelos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Foram mil dias de obras e no dia 21 de abril de 1960, inaugurou Brasília, a nova capital do país.

Em 1961, entregou o poder ao novo presidente eleito, Jânio Quadros. Em 1962, foi eleito senador pelo Estado de Goiás. Em 1964, indicado pela convenção nacional do PSD para disputar mais uma vez a presidência da República, preparava-se para iniciar a campanha quando eclodiu a revolução de 31 de março. Em junho teve seu mandato cassado pelo governo militar e os direitos políticos suspensos por dez anos. Exilado, viveu em Nova Iorque e depois em Paris.

De volta ao Brasil, começou a escrever suas memórias, que recebeu o título de Meu Caminho para Brasília, em cinco volumes. Em 1975, tornou-se membro da Academia Mineira de Letras. Morreu em acidente automobilístico perto de Resende no Rio de Janeiro quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, no dia 22 de agosto de 1976.

Em 18/12/2018, Juscelino Kubitschek de Oliveira foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.766 (Projeto de Lei 5.496/2016 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputado Fábio Sousa
    Deputado Otavio Leite
  • Ementa: Inscreve o nome de Juscelino Kubitschek de Oliveira no Livro dos Heróis da Pátria


Registro atualizado em 19/11/2025 02:41, visualizado 347 vezes.