O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Candidata a Heroína da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
A Chacina de Acari foi um dos casos mais emblemáticos de desaparecimento forçado no Brasil e tornou-se símbolo da luta por justiça e direitos humanos. O episódio ocorreu em 26 de julho de 1990, quando 11 jovens, dos quais sete eram menores de idade, moradores da favela de Acari, no Rio de Janeiro, foram retirados de um sítio localizado em Suruí, no município de Magé, por homens que se identificaram como policiais. Desde então, os jovens nunca mais foram encontrados, e o caso permaneceu sem solução.
Após o desaparecimento, familiares das vítimas, especialmente as mães dos jovens, iniciaram uma longa mobilização em busca de respostas e responsabilização dos envolvidos. Esse movimento ficou conhecido nacionalmente como Mães de Acari, tornando-se um importante marco na defesa dos direitos humanos e no combate à violência policial e à impunidade. A trajetória dessas mulheres foi registrada pelo jornalista Carlos Nobre no livro Mães de Acari.
A repercussão do caso fez com que a Chacina de Acari fosse lembrada como um dos crimes que mais chocaram o Brasil na década de 1990. Mesmo após décadas, as investigações não conseguiram esclarecer completamente o destino das vítimas, mantendo o caso como um dos exemplos mais conhecidos de desaparecimento forçado no país.
Em 4 de dezembro de 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado brasileiro pelo desaparecimento dos 11 jovens e pelos homicídios de dois familiares das vítimas, ocorridos em 1993. A decisão determinou que o Estado emitisse as certidões de óbito dos desaparecidos e indenizasse as famílias pelos danos materiais e morais sofridos.
Como desdobramento dessa decisão, em 16 de setembro de 2025, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma norma determinando que os cartórios de registro civil realizassem a emissão e a retificação das certidões de óbito dos 11 jovens. Na ocasião, o presidente do CNJ e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, pediu desculpas públicas aos familiares das vítimas, reconhecendo a demora do Estado brasileiro em oferecer uma resposta e promover a reparação devida.
A Chacina de Acari permanece como um marco da história brasileira, evidenciando os impactos da violência estatal, da impunidade e da persistente luta das famílias por memória, verdade e justiça.
Os onze sequestrados (e suas idades, à época):
Viviane Rocha, 13 anos
Cristiane Souza Leite, 16 anos
Wudson de Souza, 16 anos
Wallace do Nascimento, 17 anos
Antônio Carlos da Silva (vulgo Toninho), 17 anos
Luiz Henrique Euzébio da Silva, (vulgo Gunga) 17 anos
Edson de Souza (vulgo Edinho), 17 anos
Rosana Lima de Souza, 18 anos
Moisés dos Santos Cruz (vulgo Moi), 26 anos
Luiz Carlos Vasconcelos de Deus (vulgo Lula), 32 anos
Edio do Nascimento, 41 anos
Marilene Lima de Souza é candidata a Heroína da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 1.969/2022, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 15/07/2026 17:24, visualizado 15 vezes.