O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
Arariboia foi um chefe do povo temiminó, pertencente à etnia tupi, que habitava o litoral brasileiro no século XVI. Ao ser batizado pelos jesuítas, recebeu o nome cristão de Martim Afonso de Sousa, em homenagem ao donatário da Capitania de São Vicente, Martim Afonso de Sousa.
Era filho do chefe Maracajá-Guaçu, principal chefe dos temiminós, e liderou os temiminós durante o confronto de temiminós e portugueses contra tamoios e franceses pelo controle da baía de Guanabara. Depois de seu grupo ser expulso do Rio de Janeiro pelos inimigos indígenas e se mudar para o Espírito Santo, fundou a região de Carapina com a aldeia de São João.
Ao retornarem à baía de Guanabara juntamente com os portugueses, foram personagens fundamentais na conquista daquele espaço. Ele foi o primeiro a entrar no baluarte inimigo no confronto de 20 de janeiro de 1567, em Uruçumirim, no atual outeiro da Glória. Empunhava uma tocha, com a qual explodiu o paiol de pólvora e abriu caminho para o ataque.
Com o seu apoio, a operação portuguesa contra os franceses foi um sucesso, tendo os portugueses obtido assim o controle sobre a baía de Guanabara. Como recompensa, foi agraciado com o título de Cavaleiro da Ordem de Cristo, além de receber terras da Coroa Portuguesa.
Primeiramente recebeu um terreno no atual bairro de São Cristóvão, que fica próximo à Ilha do Governador. Posteriormente, em 1573, recebeu um terreno no outro lado da Guanabara, onde teria a missão de proteger a entrada da baía. Tal sesmaria recebeu o nome de São Lourenço dos Índios. É apresentada por muitos como a origem da cidade de Niterói.
Terminou os seus dias em conflito com o novo governador-geral da Repartição Sul do Estado do Brasil, Antônio Salema. A causa da morte de Arariboia é tida como incerta. Por muito tempo, acreditou-se que ele se afogara nas imediações da Ilha de Mocanguê, em 1589. Essa versão passou a ser contestada, no entanto, após o pesquisador Serafim Leite encontrar uma carta jesuítica datada do mesmo ano, que informava que Arariboia falecera vítima de uma epidemia.
Os descendentes de Araribóia formaram uma importante linhagem de lideranças indígenas, com capital político e econômico durante o período colonial. Dentre seus descendentes, podemos citar Violante do Céu Soares de Souza, que doou as terras para a construção de uma capela em 1652, origem da atual Igreja de São Domingos de Gusmão, localizada em Niterói.
Arariboia é considerado o fundador da cidade de Niterói, e também foi fundamental para a defesa da cidade do Rio de Janeiro, junto a Estácio de Sá durante um ataque as paliçadas aos pés do Pão de Açúcar e futuramente continuou a manter a segurança no local onde hoje se encontra a Praça XV.
Existem vários monumentos em homenagem a Arariboia, incluindo o Palácio Arariboia, antiga sede da prefeitura de Niterói, e uma estátua em sua homenagem, erguida em 1965, que pode ser vista na praça, em frente à estação das barcas, também conhecida como Estação Arariboia.
Em 2021, foi criada a Moeda Social Arariboia, um programa de redistribuição de renda para as famílias mais carentes da cidade.
Martim Afonso de Souza é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 1.749/2019, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 25/11/2025 08:06, visualizado 151 vezes.