O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidata a Heroína da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Tereza de Benguela


(?-1770)


Líder quilombola


Após conhecer a história desse Candidata a Heroína da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que nasceu no Reino de Benguela e morreu em 25 de julho de 1770, na Capitania de Mato Grosso. Liderava o Quilombo do Piolho, às margens do rio Guaporé, nas cercanias da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, atual estado de Mato Grosso.

Era uma mulher escravizada fugida do capitão Timóteo Pereira Gomes e fora esposa de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho. Após a morte de Piolho, assumiu a liderança do quilombo, comandando a estrutura política, econômica e administrativa, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com pessoas brancas ou roubadas das vilas próximas.

O quilombo era governado por um sistema semelhante a parlamento, com casa própria para as reuniões do conselho, e desenvolvia agricultura de algodão e possuía teares onde se fabricavam tecidos que eram comercializados fora dos quilombos.

Foi descrita pelos portugueses como tendo "poder tão absoluto" e que "nem machos nem fêmeas eram ousados a levantar os olhos diante dela". Em 27 de junho de 1770, uma expedição organizada pelo sargento-mor Inácio Leme saiu do aquartelamento em direção ao quilombo, com a missão de destruí-lo. Chegaram ao local em 22 de julho, e abriram fogo contra as pessoas e famílias do quilombo.

Fugindo para a mata, foi capturada e levada ao aquartelamento, onde morreu pouco depois de "paixão da alma", segundo Filipe Coelho, ou de "pasmo", segundo os Anais, sendo a sua morte hoje interpretada como um ato voluntário de resistência à prisão.

O dia 25 de julho é instituído no Brasil pela Lei n° 12 987/2014 como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A Unidos do Viradouro homenageou Teresa com o enredo "Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal", ficando em 3º lugar no Carnaval do Rio de Janeiro em 1994.

Tereza de Benguela é candidata a Heroína da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 1.734/2021, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputada Professora Rosa Neide
  • Ementa: Inscreve o nome de Tereza de Benguela no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria


Registro atualizado em 25/11/2025 11:28, visualizado 261 vezes.