O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Heroína da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
Zuleika Angel Jones, mais conhecida como Zuzu Angel, nasceu em Curvelo, Minas Gerais, e, nos anos 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou sua trajetória como estilista. Sua paixão pela costura rapidamente a levou a conquistar reconhecimento internacional, tornando-se uma referência no mundo da moda. Com suas criações inovadoras, Zuzu se destacou em desfiles e eventos, ganhando admiradores tanto no Brasil quanto no exterior.
Entretanto, sua vida pessoal sofreu uma reviravolta dramática no início da década de 1970. Em 14 de maio de 1971, seu filho, Stuart Angel Jones, foi sequestrado devido à sua militância política no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). A partir desse momento, Zuzu se tornou uma incansável defensora dos direitos humanos, buscando informações sobre o paradeiro de seu filho e denunciando as atrocidades cometidas pela ditadura militar brasileira, incluindo sua prisão e morte.
Nos anos que se seguiram, Zuzu utilizou sua fama para levar as denúncias sobre a repressão militar a nível internacional. Através de suas viagens e desfiles no exterior, ela conseguiu expor a brutalidade do regime, causando desconforto nas esferas governamentais. Suas ações não passaram despercebidas, e ela foi alvo de ameaças constantes por parte das autoridades, que viam suas denúncias como uma ameaça à imagem do Brasil no exterior.
A luta de Zuzu Angel, porém, chegou a um trágico fim em 1976, quando ela faleceu em um acidente automobilístico. As circunstâncias de sua morte foram envoltas em controvérsias, com relatos de que poderia ter sido resultado de um atentado. Investigações posteriores levantaram suspeitas sobre a responsabilidade do Estado brasileiro, especialmente após depoimentos que ligaram sua morte a agentes da repressão.
O legado de Zuzu Angel perdura até hoje. Sua história é lembrada em livros, filmes e canções, como a famosa "Angélica", composta por Chico Buarque. A senadora Vanessa Grazziotin, ao relatar sua biografia no Plenário, enfatizou a importância de sua luta pela justiça e pelos direitos humanos, destacando como Zuzu levou o desaparecimento de seu filho ao conhecimento do mundo, se tornando um símbolo de resistência e coragem em tempos de opressão.
Em 12/04/2017, Zuleika Angel Jones foi declarada Heroína da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.433 (Projeto de Lei 4.411/2016 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 19/11/2025 02:55, visualizado 312 vezes.